02/09/2003 15:52
Duro demais para morrer
Charles Bronson, o trabalhador das minas de carvão que se converteu em ator, morreu no sábado aos 81 anos, vítima de uma pneumonia no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, nos EUA. Segundo o agente do ator, Lori Jonas, a mulher dele, Kim, o acompanhou durante todo o tempo de internação, iniciado no começo de agosto. O ator também sofria de crises de insuficiência renal e do Mal de Alzheimer. Conhecido por filmes como \"Desejo de Matar\", \"Sete Homens e Um Destino\" e \"Era Uma Vez no Oeste\", Bronson tinha quase 40 anos de carreira.

Charles nasceu com o sobrenome Buchinski em 3 de novembro de 1921, em Ehrenfeld, na Pensilvânia, nos EUA. Embora tenha sido o único dos 15 filhos do casal de imigrantes lituanos a concluir o High School (similar ao Ensino Médio brasileiro), Bronson trabalhou nas minas de carvão ao lado de seus irmãos para sustentar a família até a II Guerra Mundial, quando serviu como soldado.

Em 1944, após sofrer um ferimento, foi madado de volta, quando se tornou um ativista a favor da paz. Como militar, fez a faculdade de Artes da Pensilvânia. No último ano, a pedido de um professor, estrelou um filme amador chamado Você Está na Marinha Agora (1951).

Por pior que o filme fosse, o ator principal chamou a atenção, era um jovem com um rosto exótico e um porte físico atlético. Não demorou para que ele recebesse convite de grandes estúdios. Em 1951, fez o cult O Povo Contra O\'Hara , e em seguida dois filmes não tão famosos, The Mob(1952) e Red Skies of Montana (1953). Nesse mesmo ano, formou-se na universidade.

Mas como Clint Eastwood, que chegou ao estrelato com os filmes de caubóis filmados por italianos, Bronson teve de ir para a Europa para conhecer o sucesso. Abandonou Hollywood, onde fazia apenas papéis pequenos, para protagonizar filmes franceses, italianos e espanhóis.

Quando regressou aos EUA, já era um cinqüentão e estava consagrado como astro.

Somente em 1970, voltou a ter um papel de destaque no seu país. Foram quatro anos até o sucesso absoluto, que chegou com o filme Desejo de Matar (1974), onde Bronson encarnava o tira mais durão da história, que teve sua filha raptada por um grupo de terroristas.

Para salvá-la, teve de acabar com uma máfia, usando apenas dois revólveres.

No ano seguinte foi lançado Tempos de Violência (1975), em que fazia o papel de um lutador de rua durante a depressão americana. Em seguida, lançou vários bons filmes.

No final da década de 80, após problemas cardíacos, voltou a estrelar um filme com o thriller futurista Kinjite (1989). Alguns dias depois desse filme ser lançado, sua primeira mulher Jill Ireland morreu. E ele decediu encerrar a sua carreira.

Voltou três anos depois e fez Sea Wolf (1993), um campeão de bilheteria. Foi o último grande projeto do ator.

\"Não fazemos filmes para críticos. Eles não pagam para vê-los.\" Charles Bronson (1921 - 2003).

Vale lembrar que de 02 a 05 de setembro, naquele canal de sempre, serão reprisados alguns dos melhores filmes deste que foi um dos últimos dos durões de Hollywood.
Postado por James Andrew



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